Velharia

É uma sensação interessante ler coisas do passado. Por uma pasta de textos antigos que achei aqui, encontrei alguns quem nem lembrava mais: era com se estivesse lendo outro escritor. Um deles foi este poema, escrito no período que compreende o final de 2008 e começo de 2009, não preciso quando. Sei que é desta época apenas porque esta foi a única de minha vida onde tentei (falhei) escrever poesia. Enfim, ei-lo (relendo, não achei de todo mal):


Mal

Matei, o pai; afoguei,
o irmão; pouco caso fiz
da mãe. O amigo:
apunhalei – pelas costas! -.
Envenenei os homens
a comunicação agora rota
em vão tentam reconciliação.

Sinceras lágrimas
verti – de alegria!-
vendo queimar toda a construção.
Demolida a Igreja, Governo,
Banco, Escola e Hospital.
Cidade invisível,
Tijolos quebrados e sangue.

Jesus na cruz; o dinheiro:
uma bebedeira, pandemônio, prostíbulo.
A minha cruz era mais forte,
(quão penoso era suportá-la!)
pesada, sempiterna. Chamava-se
lucidez, e dizia:
-Não existem culpados, mas responsáveis.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: