O Castelo e a Neblina

O castelo me circunscreve. Em meio a neblina, emergem do chão pálidos segmentos de muro. Os corredores labirínticos aprisionam minha alma, são uma materialidade da cisão definitiva com o mundo dos homens. Pelos corredores vagam fantasmas, sombras evanescentes. Eu sou, também, sombra. Minha voz se perdeu há um tempo inatingível.

Mas ei-la, que se apresenta como contraste, como dialética: a Luz. E minhas profundas trevas são por ela atraídas, e a fusão inevitável se dá no campo do incomunicável. Os olhos, onde se lê o mistério azul-celeste. E juntos percorremos o eterno palácio; e por jardins e por salões, cantamos, mudos, o insondável – o Ser.

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