Interpretação Musical e Fotografia


A princípio, é difícil enxergar o que tem em comum a interpretação musical e a fotografia. Digo que tem muito. Pra começar, ambas são artes. Sim, e há controvérsias quanto o caráter de arte de ambas – eis outro ponto de contato. Elas não apresentam aquela visão quase romântica do criar artístico, nelas está inscrito que o artista se elipsa em meio a obra; ela subsiste por si mesma.

Sobre a interpretação, Horowitz diz:

There is, of course, an objective, intellectual component to music insofar as its formal structure is concerned; but when it comes to performance, what is required is not interpretation but a process of subjective re-creation.
The notation of a composer is a mere skeleton that the performer must endow with flesh and blood, so that the music comes to life and speaks to an audience. The belief that going back to an Urtext will ensure a convincing performance is an illusion.

Um esqueleto a ser lido, um Urtext** cinzento de qual cabe extrair emoção: assim é o mundo para o fotógrafo.

* (Horowitz at Home; Deutsche Grammophon)

**reprodução impressa de uma partitura original de algum compositor.

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2 comentários
  1. Guilherme disse:

    poxa, discorra mais sobre o tema.

  2. Igor disse:

    Talvez depois, estou meio sem tempo e sem ânimo. Mas reconheço que o texto deve ter ficado muito vago e reduzido.

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