Viva São Paulo, locomotiva do Brasil, terra da liberdade.

Pensei em escrever alguma coisa aqui, mas o vídeo é bastante expressivo e fala por si. Que cada um tire suas conclusões.

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3 comentários
  1. Sabe, temos discutido nas aulas agora em janeiro o papel do direito, sua ligação intrínseca com a democracia, a liberdade…
    Eu poderia escrever muitas coisas aqui, mas acho que nem você nem eu precisamos disso.
    É de se jogar fora qualquer discurso de eleição que enuncie respeito à democracia, à Constituição. Dada a posse, qualquer “representante” não dá a mínima (como já não dava, mas disfarçava).
    E não me venham me falar, os que atiram, em “estou cumprindo ordens”. Todos sabem aonde nos levou “cumprir ordens” na história, e nem é de nenhum lugar remoto, é a história do próprio Brasil.

  2. Igor disse:

    Pois é. Sobre esse negócio de “cumprir ordens”, também é só lembrar do julgamento do Eichmann em Jerusalem.

    Mas se você fala da ditadura, outro dia mesmo, no jornal, um dos editorais era de um militar defendendo a ditadura como salvaguarda da democracia brasileira, e se há a “estigmatização” hoje, é culpa da esquerda que mente e dissimula a história. Achei curioso, eu, que conheço, por exemplo, um amigo da família que apanhou tanto que ficou, e ficará, para sempre, com um zumbido incessante na cabeça.

  3. O mais espantoso acerca dessa alegação de que a esquerda “mente e dissimula a história” é que ela própria é uma maneira de dissimular a história e ilegitimar a estigmatização. Porque se os militares consideram que os que se diz por aí sobre a ditadura é mera especulação discriminatória, que abram os arquivos então! É talvez a ação mais importante, pois revelaria a verdade. O que é incoerente no discurso militarista que defende a ditadura é sustentar que tudo que se fala é mentira, mas trancafiar a sete chaves a verdade exposta em documentos oficiais. Há quem sofra com as marcas do passado de tortura, há quem sofra com o paradeiro desconhecido de parentes torturados e nunca mais vistos.
    É comum vir à tona a questão das guerrilhas. Mas ora, muitos guerrilheiros que extrapolaram foram presos e punidos, durante a ditadura. Quantos oficiais do exército foram julgados ou cumpriram qualquer tipo de pena pelas ações que praticaram?
    O que me espanta é mesmo o discurso que pretende abafar a história dos fatos. Os militares vêm com esse discurso de estigmatização, injustiça, direitos humanos, que, convenhamos é uma hipocrisia sem tamanho de quem esconde a verdade, por medo de revelá-la, medo de justificar um estigma que eles querem que seja esquecido com o tempo.

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